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Probiótico PB8

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Acidophilus (Lactobacillus acidophilus) é um amigo da flora intestinal que promove a saúde do intestino, assiste na digestão de proteínas, tem atividades antifúngicas,
e desempenha um papel na prevenção do crescimento da cândida, infecções fúngicas, infecções no trato urinário, prevenção do câncer, níveis de colesterol, intolerância a lactose,
assimilação de nutrientes, desintoxicação, tratamento pós-antibiótico, constipação e controle da diarréia, mau hálito, gas, e distúrbios intestinais.

Um suplemento dietético para manter um saudável equilíbrio da flora intestinal. Alta potência a sua disposição .

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O Probiótico PB8 possui as seguintes Cepas de Bactérias:

Lactobacillus acidophilus, Bifodobacterium lactis, Lactobacillus plantarum, Lactobacillus salivarius, Bifiodbacterium bifidum, Bifidobacterium longum, Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus casei

ANVISA: Registro ISENTO conforme resolução RDC 27 de 06 de agosto de 2010 anexo I

Probióticos, Prebióticos e Simbióticos – Benefícios e Informações.

Em 1991, foi regulamentada uma categoria de alimentos denominada de “Foods for Specified Health Use”, traduzindo para o português, “Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos”. Entre os alimentos funcionais, estão os probióticos e os prebióticos, vistos como promotores de saúde e que podem estar associados à redução do risco de doenças crônicas degenerativas e não transmissíveis. A associação dos probióticos com os prebióticos dá origem a um produto simbiótico que pode aumentar as chances de crescimento e colonização das bactérias probióticas no organismo humano.

PROBIÓTICOS:

Probiótico é definido como um suplemento alimentar microbiano vivo que afeta de maneira benéfica o organismo pela melhora no seu balanço microbiano.

O termo probiótico é de origem grega e significa “para a vida”. Inicialmente, o termo probiótico foi proposto para descrever compostos ou extratos de tecidos capazes de estimular o crescimento microbiano. Atualmente, de acordo com a Legisla- ção Brasileira, probiótico é definido como um suplemento alimentar microbiano vivo que afeta de maneira benéfica o organismo pela melhora no seu balanço microbiano. Os primeiros estudos científicos sobre microorganismos e suas interações com o hospedeiro humano, embora sob uma perspectiva negativa, ocorreram na segunda metade do século 19. Já em 1885, o pediatra e bacteriologista alemão Theodor Escherich (1857-1911) descreveu a microbiota e, em 1886, a colonização do trato gastrintestinal (GIT) infantil, sugerindo o efeito benéfico de certas bactérias na digestão. Porém, foi o obstetra alemão Albert Döderlein (1860-1941) o primeiro cientista a sugerir a associação benéfica das bactérias vaginais pela produção de ácido láctico de açúcares, prevenindo ou inibindo o crescimento de bactérias patógenas.

As bactérias do gênero Lactobacillus, que formam a flora vaginal normal, são designadas com o nome de bacilo de Döderlein ou de flora de Döderlein. Recentes pesquisas destacam a importância vital de uma população microbiana “saudável” no GIT. Particularmente, a associação benéfica de LAB (lactic acid bacteria) com o hospedeiro humano, sugerida há mais de 100 anos com base em estudos ecológico e taxonômico do intestino, foi confirmada e ampliada durante as últimas três décadas por várias correntes de pesquisas. O zoologista e microbiologista russo Ilya Ilich Mechnikov (1845-1916), apelidado em inglês de Elie Metschnikoff, em seu best-seller The Prolongation of Life, publicado em 1908, foi provavelmente o primeiro a defender, ou melhor, a postular o benefício à saú- de da LAB associado com produtos de leite fermentado. Sugeriu que a longevidade dos caucasianos estava relacionada com o alto consumo de produtos de leite fermentado. Embora Metschnikoff considerasse que os micróbios intestinais eram mais prejudiciais à saúde humana do que benéficos, julgava que a substituição desses micróbios por bactérias de iogurte era, sim, benéfica.

Considerava que a produ- ção de ácido láctico resultante da fermentação do açúcar por LAB era particularmente benéfica. A bifidobactéria, outro grupo que produz ácido láctico, filogeneticamente distante, porém comumente aceita como fazendo parte da LAB, foi descoberta em 1889 e descrita, no início dos anos de 1900, como sendo tipicamente associada com as fezes, em especial de crianças alimentadas pelo leite materno. Quando comparada com crianças alimentadas com leite industrializado, uma mais baixa incidência de transtorno intestinal foi observada nas crianças que recebiam leite materno. Assim, a asserção foi feita quanto à associação benéfica de bifidobactéria com o GIT humano. A expressão probiótico teve provavelmente sua primeira definição em 1953, pelo médico alemão Werner Georg Kollath (1892-1970), quando sugeriu o termo para denotar todos os complexos alimentícios orgânicos e inorgânicos como probióticos, para contrastar com os nefastos antibióticos, com a finalidade de definir tais complexos alimentícios como suplementos.

Os efeitos prejudiciais dos antibióticos e de outras substâncias antimicrobiais eram então comparados com os fatores favoráveis da microbiologia do intestino e assim criou-se a expressão probiótico. Outra definição sugeria que os probióticos eram “microorganismos que promovem o crescimento de outros microorganismos”. Embora numerosas propostas de definições tenham sido sugeridas, nenhuma foi completamente satisfatória, devido à necessidade de explicações adicionais como, por exemplo, com respeito ao “equilíbrio benéfico”, “população normal”, ou “estabilização da flora intestinal”. Um consenso e uma definição quase que geralmente aceita foi dada pelo Bundes Institut für gesundheitlichen Verbaucherschutz und Veterinärmedizin (BgVV; conhecido atualmente como BfR), que estabeleceu que os probióticos podem ser definidos como microorganismos vivos que, ao alcançar o intestino em número suficiente (por exemplo, administrados por alimentos) irão exercer efeitos positivos.

O atual conceito define que são microorganismos viáveis que promovem ou apóiam um equilíbrio benéfico da população microbiana nativa do GIT (Gastro Intestinal Tract) ou trato gastrintestinal, em português. Estes microorganismos podem não ser necessariamente habitantes constantes do GIT, mas o seu “… efeito benéfico no estado geral e de saúde do homem e animal” deve ser constatado. Este fato também é observado em outras sugestões que definem os probióticos como “… culturas individuais ou mistas de microorganismos vivos que quando aplicadas em homens ou animais afetam beneficamente o hospedeiro, melhorando as propriedades da microflora nativa”. O consumidor em geral conhece mais os probióticos não pelas suas definições científicas, mas como parte de alimentos segundo a definição dada pela EU Expert Group on Functinal Foods in Europe (FUFOSE), que os descreve como sendo “preparações viáveis em alimentos ou suplementos dietéticos que melhoram a saúde de humanos e animais”.

Preparações farmacêuticas que contêm microrganismos vivos encapsulados e que são usados para a restauração da população gastrintestinal, após ou durante o tratamento antibiótico, também foram por muitos anos conhecidos como “bioterapêuticos”. A influência benéfica dos probióticos na microbiota intestinal humana inclui fatores como efeitos antagônicos e efeitos imunológicos, resultando em um aumento da resistência contra patógenos. Assim, a utilização de culturas bacterianas probióticas estimula a multiplicação de bactérias benéficas, em detrimento à proliferação de bactérias potencialmente prejudiciais, reforçando os mecanismos naturais de defesa do hospedeiro. Vários microrganismos são usados como probióticos, entre eles bactérias ácido-lácticas, bactérias não ácido-lácticas e leveduras (veja abaixo). Bactérias pertencentes aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium e, em menor escala, Enterococcus faecium, são mais freqüentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos, uma vez que têm sido isoladas de todas as porções do trato gastrintestinal do humano saudável.

O íleo terminal e o cólon parecem ser, respectivamente, o local de preferência para colonização intestinal dos lactobacilos e bifidobactérias. Entretanto, deve ser salientado que o efeito de uma bactéria é específico para cada cepa, não podendo ser extrapolado, inclusive, para outras cepas da mesma espécie. Dentre as bactérias pertencentes ao gênero Bifidobacterium, destacamse a B. bifidum, B. breve, B. infantis, B. lactis, B. animalis, B. longum e B. thermophilum. Dentre as bacté- rias láticas pertencentes ao gênero Lactobacillus, destacam-se a Lb. acidophilus, Lb. helveticus, Lb. casei – subsp. paracasei e subsp. tolerans, Lb. paracasei, Lb. fermentum, Lb. reuteri, Lb. johnsonii, Lb. plantarum, Lb. rhamnosus e Lb. Salivarius. O Lactobacillus foi isolado pela primeira vez a partir das fezes de lactentes amamentados ao peito materno, recebendo o nome de Bacillus acidophilus. Estes microrganismos são geralmente caracterizados como gram-positivos, incapazes de formar esporos, desprovidos de flagelos, possuindo forma bacilar ou cocobacilar, e aerotolerantes ou anaeróbios. O gênero compreende, atualmente, 56 espécies oficialmente reconhecidas.

As mais utilizadas para fins de aditivo dietético são L. acidophilus, L. rhamnosus e L. casei. Já as bifidobactérias foram isoladas pela primeira vez no final do século XIX, sendo, em geral, caracterizadas por serem microrganismos gram-positivos, não formadores de esporos, desprovidos de flagelos, catalase negativos e anaeróbios. Atualmente, o gênero Bifidobacterium inclui 30 espécies, sendo que 10 delas são de origem humana, 17 de origem animal, duas de águas residuais e uma de leite fermentado. Efeitos benéficos à saúde São vários os efeitos benéficos atribuídos aos probióticos, entre os quais se destacam o efeito trópico na mucosa intestinal, hipocolesterolê- mico, anticarcinogênico, tratamento e prevenção da diarréia e melhora da digestão da lactose. Efeito trópico na mucosa intestinal. As leveduras contêm quantidades variáveis de poliaminas (espermidina e espermina), que são necessárias para a sua divisão celular, sínteses de DNA e de proteínas.

Estas seriam responsáveis pelos efeitos trópicos na mucosa do intestino delgado com aumento da atividade das dissacarídases, do conteúdo de DNA na mucosa, da concentração celular de imunoglobulinas poliméricas, de IgA secretora, além do aumento do componente secretor de IgA nas células das vilosidades e criptas. Efeito hipocolesterolêmico. Alguns probióticos podem exercer efeitos hipocolesterolêmicos, contribuindo para a diminuição do colesterol sanguíneo de três maneiras distintas: utilizando o colesterol no intestino e reduzindo a sua absor- ção; aumentando a excreção de sais biliares e produzindo ácidos graxos voláteis no cólon, os quais podem ser absorvidos e interferir no metabolismo dos lipídios no fígado. O efeito hipocolesterolêmico é, provavelmente, exercido pela inibição da enzima 3-hidroxi 3-metilglutaril (HMG) CoA redutase, que é uma enzima taxa-limitante que catalisa o passo principal na biossíntese do colesterol endógeno.

Efeito anticarcinogênico. Vários mecanismos de atuação são sugeridos, incluindo o estímulo da resposta imune do hospedeiro, a ligação e a degradação de compostos com potencial carcinogênico, alterações qualitativas e/ou quantitativas na microbiota intestinal envolvidas na produção de carcinógenos e de promotores, produção de compostos antitumorígenos ou antimutagênicos no cólon, alteração da atividade metabólica da microbiota intestinal, alteração das condições físico-químicas do cólon e efeitos sobre a fisiologia do hospedeiro. As bifidobactérias que colonizam o cólon, em detrimento dos enteropatógenos, podem ligar-se ao carcinógeno final, promovendo sua remoção através das fezes. A redu- ção do risco de câncer também é atribuída aos probióticos. Este efeito benéfico pode ser devido ao fato de que culturas de ácido láctico podem alterar a atividade de enzimas fecais, as quais estão envolvidas no desenvolvimento do câncer de cólon. Com o desequilíbrio na flora intestinal, as bactérias patogênicas, exógenas e endógenas podem se desenvolver.

A atividade beta-glicuronidase deste tipo de flora pode aumentar, resultando na liberação de substâncias potencialmente carcinogênicas. Isto também ocorre com algumas enzimas envolvidas no metabolismo do nitrogênio, que podem resultar na degradação do triptofano, indol, nitratos e aminas secundarias, para derivativos com potencial carcinogênico. Tratamento e prevenção da diarréia. Os efeitos dos probióticos na diarréia aguda incluem a produção de substâncias antibacteriana (bacteriocinas, lactocinas, bifidinas), produ- ção de ácidos graxos que acidificam o lúmen intestinal, inibindo bactérias e mantendo o bom funcionamento da mucosa intestinal, diminuição da permeabilidade intestinal, ação competitiva e imunomodulaçao com aumento de IgA, regulação de citocinas e da resposta imune. Segundo alguns estudos, a diarréia provocada por antobioticoterapia pode ser prevenida com a ingestão de probióticos contendo Bifidobacterium longum e, ainda, em associação e culturas probióticas de Bifidobacterium longum e Saccharomyces boulardi. Na síndrome do intestino irritável, o uso de Lactobacillus acidophilus e bifidobactérias mostrou-se eficiente para diminuir o tempo de diarréia. Melhora da digestão da lactose.

A boa digestibilidade da lactose no iogurte é atribuída pelos pesquisadores a três hipóteses, que incluem a estimulação da atividade da lactase da mucosa intestinal; o tempo de transito intestinal reduzido para o iogurte quando comparado com o leite; e devido a ação da beta-galactosidade, que aumenta a digestão da lactose e, assim, reduz os sintomas da intolerância. Estas funções são atribuídas a algumas bactérias probióticas, principalmente a Lactobacillus acidophillus. A utilização de probióticos é recomendada a qualquer pessoa que queira favorecer o equilíbrio da microbiota intestinal. Os níveis de uso devem ser suficientemente elevados para se obter o impacto desejado. Em ecologia microbiana, considera-se que um microrganismo influi no ecossistema onde ele se encontra, somente quando a sua população for igual ou superior a 107 unidades formadoras de colônias/g ou ml (UFC/g ou UFC/ml) do conteúdo. Portanto, a concentração em células vivas viáveis do probiótico deve ser ajustada na preparação inicial, levando-se em consideração a capacidade de sobrevivência do microrganismo, sem se multiplicar no tubo digestivo, e o efeito de diluição intestinal, de maneira a atingir, no mínimo, 107 UFC/g do conteúdo intestinal.

Assim, para a obtenção dos efeitos desejados, as bactérias probióticas devem estar presentes em quantidades adequadas nos produtos; porém, este número não está, ainda, bem estabelecido. Em geral, dependendo da cepa utilizada e do efeito benéfico desejado, um consumo de bactérias probió- ticas entre 108 e 1011 UFC dia é recomendado. Sugere-se que a concentração de bactérias probióticas seja de 106 UFC/g de produto. Uma dose diária recomendada é de duas vezes ao dia de 1010 Lactobacillus GG; cada dose corresponde, em alimentos comercializados) aproximadamente 80ml de leite fermentado. Aplicação em alimentos Os diferentes probióticos são estudados e comercializados na forma de preparações contendo um único ou uma combinação de microrganismos. O probiótico deve se apresentar viável na preparação e manter essa viabilidade no ecossistema digestivo, condição indispensável para a sua atuação. Os probióticos são comercializados na forma de preparações farmacêuticas, em cápsulas ou sachês, ou naturais, como leite fermentado ou iogurtes.

Quando comercializados em cápsulas ou saches, a liofiliza- ção do produto permite manter a viabilidade durante longo período de armazenamento na temperatura ambiente. O grande uso das bactérias do gênero Lactobacillus em alimentos, decorre dos resultados de seu comportamento nos mesmos, como capacidade de fermentar açúcares, formando ácido láctico abundantemente; capacidade termodúrica, tornando-a resistente a tratamentos térmicos mais baios; alta elaboração de ácido láctico, eliminando de seus substratos microrganismos competitivos; capacidade de formar substância voláteis, alterando valores sensoriais de determinados alimentos; e incapacidade de sintetizar a maioria das vitaminas exigidas, impedindo seu crescimento em meios carentes desses nutrientes reguladores. Atualmente, os alimentos probióticos disponíveis no mercado incluem sobremesas à base de leite, leite fermentado, leite em pó, sorvete, iogurte e diversos tipos de queijo, além de produtos na forma de cápsulas ou produtos em pó para serem dissolvidos em bebidas frias, sucos fortificados, alimentos de origem vegetal fermentados e maioneses.

MICROORGANISMOS COM PROPRIEDADES DE PROBIÓTICOS:

Lactobacillus:

  • L. acidophillus
  • L. amylovorus
  • L. casei
  • L. crispatus
  • L. delbrueckii subsp.bulgaricus
  • L. gallinarum
  • L. gasseri
  • L. johnssonii
  • L. paracasei
  • L. plantarum
  • L. reuteri
  • L. rhamnosus

Bifidobactrerium:

  • B. adolescentis
  • B. animalis
  • B. bifudum
  • B. breve
  • B. infantis
  • B. lactis
  • B. logum

Outras bactérias ácido lácticas:

  • Enterococcus faecalis
  • Enterococcus faecium
  • Lactococcus lactis
  • Leuconstoc mesenteroides
  • Pediococcus acidilactici
  • Sporolactobacillus inulinus
  • Streptococcus thermophilus

Bactérias não ácido lácticas:

  • Bacillus cereus var. Toyol
  • Escherichia coli cepa nissie
  • Propionibacterium freudenrichii
  • Saccharomyces cerevisiae
  • Saccharomyces boulardii

PREBIÓTICOS:

Os prebióticos são componentes alimentares não-digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon.

Os prebióticos são componentes alimentares não-digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro, por estimularem seletivamente a proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon. Adicionalmente, os prebióticos podem inibir a multiplicação de patógenos, garantindo benefícios adicionais à saúde do hospedeiro. Esses componentes atuam mais freqüentemente no intestino grosso, embora possam ter também algum impacto sobre os microrganismos do intestino delgado. O desenvolvimento dos prebióticos surgiu da descoberta dos fatores bifidus, oligossacarídeos presentes apenas no leite humano, que favorecem a multiplicação de bifidobacté- rias de recém-nascidos amamentados com leite materno. Os prebióticos modificam a composição da microbiota colônica, de tal forma, que as bactérias com potencial de promoção de saúde tornam-se a maioria predominante.

As principais características de um prebiótico incluem resistência às enzimas salivares, pancreáticas e intestinais, bem como ao ácido estomacal; não deve sofrer hidrolise enzimática ou absorção no intestino delgado; deve ser metabolizado seletivamente no cólon por um número limitado de bactérias benéficas; deve ser capaz de alterar a microbiota colônica para uma microbiota bacteriana saudável e ser capaz de induzir efeito fisiológico que seja importante para a saúde. Entre as substâncias prebióticas, destacam-se a lactulose, o lactitol, o xilitol, a inulina e alguns oligossacarídeos não digeríveis, como por exemplo, os frutooligossacarídeos. A inulina contém cadeias de duas a 60 unidades de frutose, enquanto os FOS contêm de duas a nove unidades de frutose que são, às vezes, ligadas a uma unidade de glicose terminal. A fermentação de FOS e inulina necessita de enzimas especificas. Bifidobactérias fermentam FOS através da enzima beta-frutosidase e sintetizam as inulinases para a degradação da inulina.

A inulina e a oligofrutose (FOS) são fibras solúveis e fermentáveis, as quais não são digeríveis pela alfaamilase e por enzimas hidrolíticas, como a sacarase, a maltase e a isomaltase, na parte superior do trato gastrintestinal. Como os componentes da fibra da dieta não são absorvidos, eles penetram no intestino grosso e fornecem substrato para as bactérias intestinais. As fibras solúveis são normalmente fermentadas rapidamente, enquanto que as insolúveis são lentamente ou apenas parcialmente fermentadas. A extensão da fermentação das fibras solúveis depende da sua estrutura física e química. A fermentação é realizada por bactérias anaeróbicas do cólon, levando a produção de ácido láctico, ácidos graxos de cadeia curta e gases. Conseqüentemente, há redução do pH do lúmen e estimulação da proliferação de células epiteliais do cólon. Efeitos benéficos à saúde Os efeitos benéficos à saúde atribuídos aos prebióticos incluem o efeito bifidogênico, aumento de absorção de cálcio, diminuição da translocação bacteriana, diminuição do risco de câncer de cólon, e efeito fibra, entre outros.

Efeito bifidogênico. A inulina e os FOS apresentam efeito bifidogênico, ou seja, estimulam o crescimento intestinal das bifidobactérias, as quais, por efeito antagonista, suprimem a atividade de outras bactérias putrefativas, como a Escherichia coli, Streptococos faecales, Proteus e outros. O crescimento de bifidobacté- rias, estimulado pelos FOS, leva à redução do pH em virtude da produção de ácidos, tendo como conseqüência, a diminuição do número de bactérias patogênicas ou nocivas, diminuindo, consequentemente, a formação de metabólitos tóxicos. Aumento da absorção de cálcio. As substâncias prebióticas ao fermentadas no cólon pela microbiota local, especialmente bifidobactérias e bacteróide, produzindo alguns gases (CH2, H2, CO2), ácidos orgânicos (fumárico e láctico) e ácidos graxos de cadeia curta (ácido propiônico, acé- tico e butírico). Esses ácidos graxos de cadeia curta são responsáveis pela diminuição do pH do lúmen intestinal, o que ocasiona aumento da concentração e minerais ionizados.

Como conseqüência, há aumento na solubilidade do cálcio e um subseqüente estímulo à sua difusão passiva e ativa. Através da produção de ácido butírico, que leva ao aumento do crescimento e da proliferação células, os FOS podem influenciar indiretamente o aumento da absorção de cálcio, além de influenciarem no transporte ativo de cálcio, pois este ácido graxo aumenta a atividade do receptor. Diminuição da translocação bacteriana. A translocação bacteriana e de suas endotoxinas ocorrerá a partir do intestino, através das células M, por via paracelular, entre os enterócitos, quando ocorrem injurias que causam ruptura nas junções de oclusão, ou por via transcelular, através dos enterócitos. No cólon, as bactérias prebió- ticas degradam as fibras e produzem uma série de nutrientes, incluindo os ácidos graxos de cadeia curta, que estimulam o crescimento da mucosa, reduzem a translocação e estimulam a defesa intestinal. Diminuição do risco de câncer de cólon.

Estudos com ratos mostram que a administração de oligofrutose e inulina na dieta supre significativamente o número e focos de lesões precursoras putrefativas, a partir das quais os adenomas e carcinomas podem se desenvolver no cólon. Não há evidencias em humanos de que os prebióticos sejam capazes de prevenir a iniciação do câncer de cólon. Efeito fibra. A inulina e a oligofrutose são fibras alimentares solúveis, ou seja, as fibras solúveis são carboidratos não digeríveis pelo organismo humano, que ocasionam redução da glicemia pós-prandial e da concentração de ácidos graxos livres e dos níveis de colesterol plasmático. As fibras solúveis também seqüestram sais biliares e, desta forma, contribuem para a redução dos níveis de colesterol. Como resultado do consumo de FOS, existe uma melhora da função intestinal, devido ao efeito de fibra alimentar e, consequentemente, um aumento da massa fecal, da freqüência de evacuação e diminuição da constipação.

Estudos recentes sugerem que a ingestão de 10g/dia de FOS ou inulina é a dose ideal para promover o aumento da contagem de bifidobactérias. Aplicação em alimentos Os prebióticos podem incluir féculas, fibras dietéticas, outros açúcares não-absorvíveis, álcoois do açúcar e oligossacarídeos, sendo que este último é encontrado como componente natural de vários alimentos, como frutas, vegetais, leite e mel. Entre os oligossacarídeos naturais, os FOS são os principais compostos reconhecidos e utilizados em alimentos, aos quais se atribuem propriedades prebióticas. Os FOS estão presentes como compostos de reserva energética em mais de 36 mil espécies de vegetais, muitos dos quais utilizados na alimentação humana. As principais fontes de FOS incluem trigo, cebola, banana, alcachofra, alho e raízes de chicória. Os FOS possuem características que permitem sua aplicação tecnoló- gica na fabricação de diversos tipos de alimentos.

Apresentam cerca de 1/3 do poder adoçante da sacarose, maior solubilidade que a sacarose, não cristalizam, não precipitam e não deixam sensação de secura ou areia na boca.
Devido a essas características, os FOS podem ser usado em formulações de sorvetes e sobremesas lácteas, em formulações para diabéticos, em produtos funcionais que promovam efeito nutricional adicional nas áreas de prebióticos, simbióticos, fibras dietéticas, em iogurtes, promovendo efeito simbiótico (além do próprio efeito probiótico do iogurte), em biscoitos e produtos de panificação, substituindo carboidratos e gerando produtos de teor reduzido de açúcar, em barras de cereais, sucos e néctares frescos, produtos de confeitaria, molhos etc.

SIMBIÓTICOS:

Simbiótico é um produto no qual um probiótico e um prebiótico estão combinados, como é o caso, por exemplo, quando um prebiótico como o frutooligossacarídeo (FOS) é adicionado a um iogurte probiótico.

Por definição, um simbiótico é um produto no qual um probiótico e um prebiótico estão combinados, como é o caso, por exemplo, quando um prebiótico como o frutooligossacarídeo é adicionado a um iogurte probiótico. A interação entre o probiótico e o prebiótico in vivo pode ser favorecida por uma adaptação do probiótico ao substrato prebiótico anterior ao consumo. Isto pode, em alguns casos, resultar em uma vantagem competitiva para o probiótico, se ele for consumido juntamente com o prebiótico. Alternativamente, esse efeito simbiótico pode ser direcionado às diferentes regiões “alvo” do trato gastrintestinal, os intestinos delgado e grosso. O consumo de probió- ticos e de prebióticos selecionados apropriadamente pode aumentar os efeitos benéficos de cada um deles, uma vez que o estímulo de cepas probióticas conhecidas leva à escolha dos pares simbióticos substrato-microrganismo ideais.

Efeitos benéficos à saúde Os simbióticos podem ser classificados como componentes dietéticos funcionais que aumentam a sobrevivência dos probióticos durante a passagem pelo trato digestório, pelo fato de seu substrato estar disponível para fermentação. Este efeito simbiótico pode ser direcionando  às diferentes regiões-alvo do trato gastrintestinal, os intestinos delgado e grosso. Indivíduos portadores da Síndrome do Intestino Curto, geralmente são mal nutridos e possuem intestino dilatado, resultando em um crescimento exagerado de determinadas bactérias maléficas. Um estudo mostrou que a combinação de Bifidobacterium brevis, Lactobacillus casei e Galacto-oligossacarí- deos (terapia simbiótica), durante dois anos de tratamento, melhorou satisfatoriamente a motilidade e a função absortiva intestinal. Aplicação em alimentos Na aplicação em alimentos, o ideal é que o ingrediente selecionado seja um substrato metabolizável pelo microrganismo probiótico no intestino, o que possibilitaria um aumento na capacidade de sobrevivência do probiótico.

Um exemplo, seria o probiótico bifidobactéria, associado ao prebiótico galacto-oligassacarídeo. Outros exemplos de alimentos simbióticos incluem as bifidobactérias associadas à frutooligossacarídeos, e Lactobacillus associados a lactitol. Pesquisas recentes observaram maior preferência sensorial pelo queijo cremoso simbiótico, que associa S. thermophilus com L. paracasei e inulina, em relação ao probiótico, que contém S. thermophilus e inulina, e ao queijo padrão, composto por S. thermophilus. Além dessa observação, as pesquisas apontam para algumas novidades, como um simbiótico que une a combinação de amido resistente com bifidobactérias, especialmente a B. latis, que sobrevive à passagem pelo estômago e intestino delgado, e que vem sendo utilizada por fabricantes de iogurtes.

MECANISMOS DE ATUAÇÃO DOS PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS:

Embora os probióticos e os prebióticos possuam mecanismos de atuação em comum, especialmente quanto à modulação da microbiota endógena, eles diferem em sua composição e em seu metabolismo. O destino dos prebióticos no trato gastrintestinal é mais conhecido do que o dos probióticos. Assim como ocorre no caso de outros carboidratos não-digeríveis, os prebióticos exercem um efeito osmótico no trato gastrintestinal, enquanto não são fermentados. Quando fermentados pela microbiota endógena, o que ocorre no local em que exercem o efeito prebiótico, aumentam a produção de gás. Portanto, os prebióticos apresentam o risco teórico de aumentar a diarréia em alguns casos (devido ao efeito osmótico) e de serem pouco tolerados por pacientes com síndrome do intestino irritável. Entretanto, a tolerância de baixas doses de prebióticos é geralmente excelente.

Os probióticos, por outro lado, não apresentam esse inconveniente teórico e têm sido efetivos na prevenção e no alívio de PROBIÓTICOS, PREBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS: EFEITOS BENÉFICOS Benefícios nutricionais: – produção de vitaminas, disponibilidade de minerais e elementos traços; – produção de enzimas digestivas importantes (b-galactosidase); – produção de b-galactosidase para alívio da intolerância a lactose. Barreira, restauração e efeitos antagônicos contra: – diarréia infecciosa (diarréia do viajante, diarréia virótica aguda infantil); – diarréia associada a antibiótico e diarréia associada à irradiação. Efeitos redutores do colesterol por: – assimilação de colesterol; – modificação das atividades de hidrólise dos sais biliares; – efeito antioxidativo. Estímulo e melhoria do sistema imune, por: – fortalecimento da defesa não específica contra infecção; – aumento da atividade fagocítica das células brancas do sangue; – produção crescente de IgA; – regulação do equilíbrio de Th1/Th2; indução da síntese de citoquina; – melhoria da motilidade intestinal e alívio da constipação.

Redução das reações inflamatórias ou alérgicas, por: – restauração da homeostase do sistema imune; – regulação da síntese de citoquina; – resistência e aderência da colonização. Efeito anti-carcinogênico no cólon, por: – inativação de carcinógenos ou pró-carcinógenos, ou prevenção da sua formação; – modulação das atividades metabólicas de microorganismos colônicos; – resposta imune; – manutenção da integridade da mucosa; – atividades antioxidativas. diversos episódios clínicos envolvendo diarréia. Três possíveis mecanismos de atuação são atribuídos aos probióticos, sendo o primeiro deles a supressão do número de células viáveis, através da produção de compostos com atividade antimicrobiana, a competição por nutrientes e a competição por sítios de adesão. O segundo desses mecanismos é a alteração do metabolismo microbiano, através do aumento ou da diminuição da atividade enzimática.

O terceiro é o estímulo da imunidade do hospedeiro, através do aumento dos níveis de anticorpos e o aumento da atividade dos macró- fagos. O espectro de atividade dos probióticos pode ser dividido em efeitos nutricionais, fisiológicos e antimicrobianos. Assim como ocorre no caso de outras fibras da dieta, prebióticos como a inulina e a oligofrutose, são resistentes à digestão na parte superior do trato intestinal, sendo subseqüentemente fermentados no cólon. Eles exercem um efeito de aumento de volume, como conseqü- ência do aumento da biomassa microbiana que resulta de sua fermentação, bem como promovem um aumento na freqüência de evacuações, efeitos estes que confirmam a sua classificação no conceito atual de fibras da dieta. Quando adicionados como ingredientes funcionais a produtos alimentícios normais, os prebióticos típicos, como a inulina e a oligofrutose, modulam a composição da microbiota intestinal, a qual exerce um papel primordial na fisiologia gastrintestinal.

Essa modulação da microbiota intestinal por esses prebióticos é conseqüente à alteração da composição dessa microbiota por uma fermentação específica, a qual resulta em uma comunidade em que há predomínio de bifidobactérias. A figura abaixo mostra o destino dos probióticos e dos prebióticos no organismo humano, os prebióticos como fatores bifidogênicos e os principais mecanismos de atuação dos probióticos. Os benefícios à saúde do hospedeiro atribuídos à ingestão de culturas probióticas que mais se destacam são: controle da microbiota intestinal; estabilização da microbiota intestinal após o uso de antibióticos; promoção da resistência gastrintestinal à colonização por patógenos; diminuição da população de patógenos através da produção de ácidos acético e lático, de bacteriocinas e de outros compostos antimicrobianos; promoção da digestão da lactose em indivíduos intolerantes à lactose; estimulação do sistema imune; alívio da constipação; aumento da absorção de minerais e produção de vitaminas.

Embora ainda não comprovados, outros efeitos atribuídos a essas culturas são a diminuição do risco de câncer de cólon e de doenças cardiovasculares. São sugeridos, também, como benefícios à saúde do hospedeiro, a diminuição das concentrações plasmáticas de colesterol, efeitos antihipertensivos, redução da atividade ulcerativa de Helicobacter pylori, controle da colite induzida por rotavirus e por Clostridium difficile, prevenção de infecções urogenitais, além de efeitos inibitórios sobre a mutagenicidade. Alguns efeitos atribuídos aos prebióticos são a modulação de funções fisiológicas chaves, como a absorção de cálcio e, possivelmente, o metabolismo lipídico, a modulação da composição da microbiota intestinal, a qual exerce um papel primordial na fisiologia gastrintestinal, e a redução do risco de câncer de cólon. Diversos estudos experimentais mostraram a aplicação da inulina e da oligofrutose como fatores bifidogênicos, ou seja, que estimulam a predominância de bifidobactérias no cólon.

Conseqüentemente, há um estímulo do sistema imunológico do hospedeiro, uma redução nos níveis de bactérias patogênicas no intestino, um alívio da constipação, e uma diminuição do risco de osteoporose resultante da absorção diminuída de minerais, particularmente o cálcio. Adicionalmente, pode haver uma redução do risco de arteriosclerose, através da diminuição da síntese de triglicérides e ácidos graxos no fígado, e diminuição do nível desses compostos no sangue.

PROBIÓTICOS, PREBIÓTICOS E SIMBIÓTICOS – EFEITOS BENÉFICOS:
Benefícios nutricionais:
– produção de vitaminas, disponibilidade de minerais e elementos traços;
– produção de enzimas digestivas importantes (b-galactosidase);
– produção de b-galactosidase para alívio da intolerância a lactose. Barreira, restauração e efeitos antagônicos contra:
– diarréia infecciosa (diarréia do viajante, diarréia virótica aguda infantil);
– diarréia associada a antibiótico e diarréia associada à irradiação. Efeitos redutores do colesterol por:
– assimilação de colesterol;
– modificação das atividades de hidrólise dos sais biliares;
– efeito antioxidativo. Estímulo e melhoria do sistema imune, por:
– fortalecimento da defesa não específica contra infecção;
– aumento da atividade fagocítica das células brancas do sangue;
– produção crescente de IgA;
– regulação do equilíbrio de Th1/Th2; indução da síntese de citoquina;
– melhoria da motilidade intestinal e alívio da constipação. Redução das reações inflamatórias ou alérgicas, por:
– restauração da homeostase do sistema imune;
– regulação da síntese de citoquina;
– resistência e aderência da colonização. Efeito anti-carcinogênico no cólon, por:
– inativação de carcinógenos ou pró-carcinógenos, ou prevenção da sua formação;
– modulação das atividades metabólicas de microorganismos colônicos;
– resposta imune; – manutenção da integridade da mucosa;
– atividades antioxidativas.

CONCLUSÃO:

Presentes na alimentação, os probióticos, prebióticos e simbióticos atuam na manutenção da composição da microbiota intestinal, produzindo efeitos benéficos.
Contudo, o estabelecimento de evidências cientificamente comprovadas dos efeitos “funcionais” relacionados à probióticos, prebióticos e simbióticos ainda representa um imenso desafio para a pesquisa científica interdisciplinar, tanto no que diz respeito a determinação de seus efeitos benéficos, como na certificação de doses terapêuticas para cada posologia.
Apesar da explosão nos últimos anos de artigos e publicações onde os organismos probióticos são avaliados por clínicos, microbiologistas, cientistas engenheiros de alimentos e nutricionistas, ainda são necessárias algumas informações vitais para se ter uma base sólida para tomada de decisão, tanto para cientistas, indústrias e autoridades reguladoras.

Informações e Curiosidades sobre os Lactobacillus – Probióticos e Prebióticos

O Lactobacillus acidophilus é o probiótico (pró-vida) mais comumente usado, também chamado de bactéria “amigável”.
Nós nascemos sem ele, e o acidophilus logo se estabelece em nosso intestino e vagina e protege contra a entrada e proliferação de organismos ruins que podem causar doença.

Algumas caracterí­sticas requeridas dos lactobacillus como probióticos são: função benéfica, fácil cultivo e estabilidade da “população”.

Outras bactérias amigáveis incluem:
– Lactobacillus Bulgaricus, Lactobacillus Reuteri, Lactobacillus Plantarum, Lactobacillus Casei, Bifidobacterium Bifidus, S. salivarius, Streptococcus Thermophilus, Saccharomyces boulardii.

Seu trato digestivo é como um ecossistema, com muitas bactérias. Alguns destes habitantes internos são mais úteis a seu corpo do que outros.

O Lactobacillus Acidophilus produz a enzima lactase, que quebra o açúcar do leite (lactose) em açúcares simples.
As pessoas que são intolerantes a lactose não produzem esta enzima. Assim, suplementos de Lactobacillus Acidophilus podem ser benéficos para estes indiví­duos.
Outros probióticos potenciais incluem uma variedade de espécies de Lactobacillus (spp.), tais como Casei GG, Rhamnosus, NCFM, DDS-1, Bifidobacterium longum, Bifidobacterium Bifidum, Streptococcus Thermophilus, Enterococcus Faecium, Saccharaomyces Boulardii, Bacillus spp. e Escherichia Coli.

– Substitui as bactérias intestinais “amigáveis” destruí­das por antibióticos;
– Auxilia na melhora das doenças causadas por bactérias;
– Previne e trata diarréia, incluindo diarréia infecciosa, particularmente do rotavirus (um ví­rus que comumente causa diarréia em crianças); (esse item vai especialmente para os meus pais, que ao verem me dar iogurte para o peqeuno com diarréia, quase me mataram!!!)
– Impede o crescimento de organismos “ruins” no trato gatrointestinal (uma condição que tende a causar diarréia e pode ocorrer pelo uso de antibióticos);
– Impede e/ou reduz infecções vaginais, infecções do trato urinário e cistites (inflamação da bexiga).
– Melhora a digestão (absorção) da lactose em pessoas que tem intolerância a mesma;
– Aumenta a resposta imune;
– Ajuda no tratamento de infecções respiratórias tais como sinosite, bronquite e pneumonia;
– Diminui o risco de alergias; – Ajuda a tratar colesterol elevado; – Acne;
– Redução de enzimas implicadas na produção do câncer; – Saúde Cardiovascular;
– Síndrome crônica de fatiga;
– Resfriado; – Indigestão/Digestão;
– Úlceras;
– Febre reumática.

Alguns pesquisadores testaram a eficácia terapêutica de um composto consistindo da combinação multibacterial de L. acidophilus e Bifidobacterium bifidum em pacientes idosos com desordem intestinal.
Os resultados foram excelentes, com restauração da flora bacteriana duodenal e melhora dos sintomas clí­nicos.
Medidas de Segurança Não há nenhum problema de segurança com o uso de probióticos Promove às vezes a observação um aumento temporário de gases. Observação Se você estiver fazendo uso de antibióticos, pode ajudar fazer uso ao mesmo tempo de probióticos/acidophilus, e continue com o uso algumas semanas após terminar o tratamento com a droga. Isto ajudará a restaurar as bactérias naturais em seu trato digestivo que foram mortos pelos antibióticos.

Algumas fontes alimentares As fontes alimentares mais comuns que apresentam L.acidophilus incluem leite, iogurte e queijo. Efeitos Colaterais Algumas pessoas podem apresentar gases ou desconforto estomacal no iní­cio, mas estes sintomas partem geralmente com uso contí­nuo.

Algumas mulheres descreveram a queimadura ou a irritação na vagina quando o Lactobacillus acidophilus foi usado nesta região. Raramente, as pessoas com sistemas imunes fracos podem estar arriscadas de desenvolver uma infecção séria ao fazer uso do Lactobacillus acidophilus.
Pessoas que tiveram um ferimento ou uma doença da parede intestinal; quem faz uso de drogas prescritas, tais como os corticoesteróides (prednisona), que pode torná-los vulneráveis à infecções ou quem fez cirurgia para substituir uma válvula do coração; deve falar com um médico antes de fazer uso do Lactobacillus acidophilus.
Gravidez Em alguns estudos, mulheres grávidas foram tratadas com Lactobacillus acidophilus sem nenhum efeito adverso. Entretanto, se você estiver grávida, recomenda-se que uma consulta ao médico antes de usar o Lactobacillus acidophilus.

Interações com Drogas Alguns especialistas acreditam que os antibióticos ou o álcool podem destruir o Lactobacillus acidophilus.
Como resultado é recomendado que o Lactobacillus acidophilus seja usado três horas após ter feito uso de antibióticos ou ter bebido o álcool.
Alguns cientistas também acreditam que o Lactobacillus acidophilus pode ser destruí­do ou inativado por ácidos no estômago.
Em conseqüência, sugere-se às vezes que os pacientes usem uma droga para diminuir a quantidade de ácido no estômago uma hora antes de fazer o uso de Lactobacillus acidophilus.
Um exemplo é o famotidine. Interações com ervas e suplementos dietéticos Na teoria, o Lactobacillus acidophilus pode ser mais eficaz se feito uso com alimentos tais como bananas, aspargos e alho.
Estes alimentos forneçam nutrientes que aumentam a eficácia do Lactobacillus acidophilus – São os chamados PREBIÓTICOS.

Lactobacillus acidophilus – Especificações: o Lactobacillus acidophillus está disponí­vel em contagens de 1,0×109 UFC/g a 1,0×1011 UFC/g.
Temperatura ótima de crescimento: 38 oC Diluentes: muitos diluentes estão disponí­veis para a padronização de contagem microbiológica.
Alguns diluentes usados são: maltodextrina, amido, lactose, oligossacarí­deos e inulina. A escolha do diluente é influenciada pelo produto formado (pó, tablete, cápsula), solubilidade requerida, preferência do consumidor, etc. Vida-média/Armazenamento: Lactobacillus acidophilus permanece estável por até 12 meses em temperatura de refrigeração e com baixa umidade. Bifidobacterium bifidum As bactérias “amigáveis” são encontradas em muitos alimentos.
Eles fornecem sabor a manteiga e queijos e ainda são necessários na produção de produtos em conserva e com fermento. Uma quantidade abundante desta bactéria no intestino humano é necessária para manutenção da saúde.

Antibióticos podem reduzir drasticamente ou eliminar estas bactérias da microflora intestinal.
Hábitos como consumo de bebidas alcoólicas, stress, antiácidos, alimento processado e uso de pesticidas, podem causar distúrbios.
O número de bifidobactérias no intestino humano se torna menos abundante com o passar do tempo.
Um entendimento da importância de uma população de bactérias saudáveis no cólon e o reconhecimento dos benefí­cios a saúde tem tornado muito grande o interesse pelos probióticos, principalmente lactobacillus e bifidobactérias. Bifidobacterium bifidum criam um ambiente favorável para o crescimento de bactérias “amigáveis” no intestino grosso e trato vaginal.

O Bifidobacterium bifidum impede ou evita a invasão de bactérias patogênicas.
Acredita-se que as bifidobactérias sintetizam vitaminas que podem ser usadas pelo corpo humano, incluindo tiamina, ácido fólico, ácido nicotí­nico, piridoxina e vitamina B12.
Produzem ácido acético e lático. Acredita-se que dietas contendo bifidobactérias, de forma bem sucedida, coloniza o intestino grosso; pois podem sobreviver as enzimas do estômago e intestino fino.
Também aumentam a absorção de ferro, cálcio e magnésio. Quando comparados com animais que não estavam recebendo suplementação, ratos consumindo Bifidobacterium bifidum foram protegidos contra rotavirus. Lactobacillus bulgaricus Lactobacillus bulgaricus: são bactérias gram-positivas, termofí­licas e em forma de bastão; heterofermentadora, produzindo ácido lático a partir da lactose.
Resiste a elevadas concentrações de ácido lático, podendo produzi-lo até aproximadamente 2%. Tem também longa duração na maturação de queijos duros. Produz acetaldeí­do que confere sabor tí­pico ao iogurte.
É baixa sua resistência ao sal, não crescendo em concentrações superiores a 2%. É destruí­da no aquecimento a 65°C por 30 minutos.
Crescem bem a 45°C, mas não se desenvolve em temperaturas inferiores a 20°C. Uma bactéria transitória, mas muito importante na ecologia humana. Juntamente com o Streptococcus termophilus constituem a cultura para produção de iogurte. Sua administração oral facilita a digestão da lactose, pois aumenta a produção da enzima lactase.

Algumas cepas produzem antibióticos naturais, impedindo a proliferação de outras bactérias nocivas. Em sí­ntese, a acidificação do leite, sob a ação das bactérias mencionadas constitui a antecipação de uma etapa digestiva o que torna o iogurte mais tolerável e nutritivo do que o leite natural.

As espécies mais comuns, encontradas nas culturas para iogurte são as bactérias, Lactobacillus bulgaricus e Stretococcus thermophilus, caso sejam acrescentadas outras espécies de termofilos podemos ter uma acidificação muito intensa depois da refrigeração do iogurte. Ambas as espécies vivem em simbiose (com benefí­cios mútuos), sendo que, esta simbiose exige uma determinada proporção entre cocos e bacilos.
A relação quantitativa entre Stretococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus deve ser de 1;1 até 2;3 aproximadamente, gerando com isto um iogurte com maior ou menor viscosidade.
Durante o perí­odo de incubação a relação entre as bactérias pode sofrer variações, para no final novamente ser restabelecido. A causa principal da variação é que o Lactobacillus bulgaricus desdobra facilmente as proteí­nas, e origina, assim, o aminoácido valina.
Este aminoácido que vai favorecer o desenvolvimento do Stretococcus thermophilus até o ponto de chegar a ser seu número 4 a 5 vezes maior. Os cocos tem um poder de acidificação menor que os bacilos e morrem com mais facilidade devido a ação do ácido láctico formado.
A proporção entre ambos influi também de uma maneira essencial sobre a aromatização do iogurte. O Lactobacillus bulgaricus é o principal condutor do aroma.

Lactobacillus casei é uma cepa de bactéria que foi isolada de humanos e foi descoberto que tolera as condições ácidas do estômago.
São microorganismos vivos selecionados que conseguem atravessar a acidez do estômago, chegar vivos ao intestino e proporcionar o equilí­brio da flora intestinal.
São reconhecidos como probióticos, que ingeridos em determinadas concentrações, proporcionam benefí­cios à saúde do indiví­duo, através do equilí­brio da flora intestinal.
As espécies de Lactobacillus são mais efetivas do que muitas outras bactérias para sobreviver a passagem através do trato intestinal para efetivamente colonizar o trato digestivo e balancear a microflora intestinal.
O Lactobacillus provou que resisti ao ácido gástrico e bile, adere a mucosa do intestino, coloniza o trato gastrointestinal e luta contra patógenos potenciais, tais como: E. coli, Streptococci, Clostridia e Salmonella.
Lactobacillus casei são encontrados naturalmente em leites e carnes fermentadas, assim como no intestino humano, boca e no meio ambiente. O nome L. casei foi primeiro usado em 1904, e o nome sugere sua “relação” com queijo: tanto o casei, quanto caseí­na (a primeira proteí­na no leite) tem origem da palavra latim caseis, que significa queijo. O crescimento do L. casei ocorre em 15 mas não em 45ºC, e requer riboflavona, ácido fólico, pantotenato de cálcio, e os fatores de crescimento niacina. O L. casei é uma espécie notavelmente adaptável, e pode ser isolado dos produtos derivados de leite crus e fermentados, dos produtos frescos e fermentados da planta, e do trato reprodutivo e intestinal dos seres humanos e outros animais. Industrialmente, o L. casei tem aplicação como probiótico humano (promove a cultura viva), como cultura de partida de ácido- produção para fermentação do leite, e especialmente como culturas para intensificação e aceleração do desenvolvimento do sabor em determinadas variedades de queijo.

São células gram-positivas que diferem em alguns pontos dos demais Lactobacillus: são menores no tamanho do que os L. bulgaricus, L. acidophilus e L.helveticus e são facultativamente heterofermentativos.

O que são Probióticos, Prebióticos e Simbióticos ?

A constipação intestinal, ou prissão de ventre, é um problema que atinge grande parte da população mundial, principalmete as mulheres.

Visando auxiliar na solução desse problema muitos alimentos estão sendo enrriquecidos com os chamados pre e probióticos, mas nem todos conhecem a verdadeira função dessas substancias no organismo, portanto vamos conhecê-las!

Probióticos:
Os chamados probióticos são microorganismos vivos da nossa flora intestinal normal, ou seja, são as bacterias presentes normalmente no nosso intestino, com a função de auxiliar o funcionamento do intestino e nos proteger de bacterias que possam nos fazer mal. Os objetivos dos alimentos enriquecidos com probióticos são auxiliar na proliferação dessas bacterias para regular o trânsito intestinal e nos proteger de possíveis infecções.
Os probióticos são muito usados em iogurtes e leites fermentados, os mais conhecidos são os chamados Lactobacilos.

Prebióticos:
Os prebióticos são fibras não digerríveis, mas que fermentam em nossos intestino e estimulam o crescimento das bacterias probióticas.
Alem de melhorar o funcionamento do intestino e diminuir os riscos de infecções, os prebióticos também podem diminuir a absorvição de gorduras pelo intestino, diminuindo assim o colesterol total e aumentar a aborvição de minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio.
As fibras prebióticas mais comuns são:
– a inulina, encontrada no almeirão, chicória, trigo, cebola, alho e alho poró;
– a pectina, encontrada em frutas cítricas, maças, cenoura, farelo de aveia, soja, lentilha e ervilha;
– e os chamados Frutooligossácarideos (FOS). Estes só podem ser encontrados em quantidades significativas se manipulados.

Simbióticos:
O termo simbiótico é dado a produtos que associam os prebóticos com os probióticos afim de intensificar os efeitos dos dois componentes.
Lembre-se
Os pre e probióticos também podem ser utilizados em casos de diarréia e em tratamentos com antibióticos para manter o intestino do individuo saudavel.
O uso dessas substâncias devem sempre estar associadas a uma alimentação saudável. Para a saúde do intestino devemos consumir uma dieta rica em fibras, portanto sempre como muitas frutas, verduras, grãos integrais, aveias, etc.
Exercícios físicos regulares auxiliam no bom funcionamento do intestino.

O que São Alimentos Probióticos e Prebióticos ?

Quando se fala em bactérias a tendência é torcermos o nariz, não gostarmos nem de pensar que esses micro-organismos estão presentes no nosso dia a dia, apesar de serem invisíveis a olho nú. No entanto, acredite ou não, as bactérias estão mais próximas do nosso organismo do que a gente imagina. “Como assim?” Não acredita? Pois saiba que as bactérias estão presentes em alguns alimentos que ingerimos e seu intestino possui trilhões delas…

Cada alimento que faz parte da nossa dieta diária tem uma função no nosso organismo. Alguns têm a capacidade de promover mais benefícios ao organismo do que outros, e são capazes até de ajudar na prevenção de doenças e na proteção de órgãos e tecidos, por isso, esses alimentos são chamados de funcionais. Um bom exemplo são os chamados alimentos probióticos prebióticos, que ajudam o intestino a funcionar melhor.

Alguns probióticos, por exemplo, contêm bactérias que têm como objetivo atuar no trato gastrointestinal, ajudando a manter a flora intestinal saudável. Isto ocorre porque o intestino concentra cerca de 70% das nossas células de defesa, e ele tanto pode receber nutrientes saudáveis quanto nocivos à saúde. Assim, quando a bactéria instalada no intestino for um probiótico, o organismo vai identificá-lo como um micro-organismo benéfico, e não serão ativadas células para rejeitá-lo. Mas, se, por outro lado, a bactéria for uma salmonella, aí ela será identificada como uma bactéria patogênica, ou seja, maléfica à saúde.

Para que o organismo funcione ainda melhor, o ideal é unir os probióticos aos alimentos prebióticos, compostos por fibras não-digeríveis que favorecem o crescimento de bactérias benéficas no nosso organismo, fazendo com que melhore a saúde do seu hospedeiro.

Para que você entenda mais sobre probióticos e prebióticos, como agem e onde encontrá-los, confira a seguir:

Alimentos Probióticos:

A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica os probióticos como micro-organismos vivos (bactérias) que, quando ingeridos em quantidades adequadas, exercem efeitos benéficos para a saúde do homem, como, por exemplo, proteger a parede intestinal, evitando que moléculas nocivas façam mal à saúde. Além disso, os probióticos aumentam consideravelmente o valor nutritito e terapêutico dos alimentos. Isto ocorre porque há um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos, que são aborvidos pelo organismo, além de cálcio, ferro, zinco e magnésio.

Além de manter o equilíbrio da flora intestinal, os probióticos também são usados para prevenir e tratar doenças, além de serem imunoestimulantes, pois melhoram a absorção de nutrientes. Mas, que tipo de micro-organismos são usados como probióticos? Entre os principais estão as leveduras, bactérias ácido-lácticas e bactérias não ácido lácticas.

Esses micro-organismos, como os lactobacilos e as bifidobactérias, são adicionados aos alimentos industrializados, sendo encontrados em iogurtes e leites fermentados. Nem todo iogurte, porém, é probiótico. Isto porque as bactérias que fermentam o iogurte normal, por exemplo, não chegam vivas ao intestino. Por isso, para saber se você está levando para casa iogurte com probiótico, basta conferir o rótulo. Se na embalagem estiver escrito lactobacilos e as bifidobactérias, você estará levando o alimento correto. Além dos iogurtes e leites fermentados, os micro-organismos também podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.

É importante ressaltar que, por terem pouco tempo de vida, os probióticos devem ser mantidos sob refrigeração constante. Outra dica é consumir alimentos com este nutriente todos os dias, ao longo da vida, pois somente assim o efeito do probiótico na manutenção do equilíbrio da flora intestinal será contínuo, permamente. No caso de iogurtes, por exemplo, a recomendação ingerir de dois a três iogurtes com probióticos por dia.

Além de encontrar probióticos em iogurtes e leites fermentados, também é possível consumi-los através de suplementos (neste caso é importante consultar um médico ou nutricionista).

Benefícios dos Probióticos:

Como já foi explicitado anteriormente, além de proteger a flora intestinal, os alimentos probióticos possuem outros benefícios, como:

  • atuar no controle do colesterol e na redução do risco de câncer
  • atuar na diminuição da pressão arterial
  • possuir propriedades anti-mutação
  • atuar na diminuição de metabólicos tóxicos e das enzimas patogênicas (que causam doenças) no cólon, evitando, assim, a formação de células responsáveis pelo desenvolvimento do câncer de cólon
  • diminuir o risco de reações alérgicas e doenças auto-imunes devido a dificuldade para a passagem de macromoléculas no tecido intestinal
  • auxiliar no aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose (importante para quem tem intolerância à lactose)
  • auxiliar no reforço do sistema imunológico, fazendo com que o organismo crie defesas contra bactérias e micro-organismos indesejáveis
  • fortalecer o sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras

Alimentos Prebióticos:

Além dos alimentos probióticos, os prebióticos também são fundamentais para o bom funcionamento do organismo, pois eles funcionam como alimento para as bactérias intestinais benéficas, ou seja, para os probióticos. Assim sendo, pode-se afirmar, inclusive, que os dois juntos são ainda mais fortes e contribuem ainda mais para a reorganização da flora intestinal.

Mas, o que são os prebióticos? Esses alimentos são tipos de fibras alimentares não-digeríveis pelo nosso corpo. Eles favorecem mais a multiplicação das bactérias benéficas do que prejudiciais à saúde.

Assim como os probióticos, os alimentos ricos em prebióticos devem ser consumidos diariamente, para que o efeito benéfico ao organismo seja permanente. No entanto, é preciso ressaltar que pessoas com problemas intestinais não podem exagerar no consumos de prebióticos. Isto porque podem ocorrer alguns efeitos colaterais como diarreia ou flatulência.

Os alimentos prebióticos são recomendáveis para atletas de alto nível, pois como eles realizam muitos exercícios físicos, por vezes extenuantes, estão mais propensos às alterações na flora intestinal, pois os exercícios exigem bastante do organismo em termos de nutriente. E essas alterações acabam por provocar alguns problemas, como, por exemplo, a destruição de vitaminas, produção de toxinas cancerígenas, diminuição da absorção de nutrientes, destruição da mucosa intestinal e inativação de enzimas. Para que os atletas tenham então melhor performance física, e não sofram problemas que prejudiquem o seu rendimento, é recomendável o consumo de prebióticos. Mas, para saber quais são as melhores fontes e a quantidade ideal a ser consumida, a dica é procurar por um profissional, como um nutricionista.

Os representantes mais conhecidos dos prebióticos são frutooligosacarídeos (FOS) e inulina. Mas, apesar do nome complicado, os FOS, por exemplo, estão concentrados em alimentos de origem vegetal, como cebola, tomate, cevada, aveia, alho, banana, mel, trigo e cerveja. Já a inulina está presente principalmente na raiz da chicória, e também na cebola, no alho, na alcachofra e no aspargo. Pesquisas mostram ainda que a inulina tem a capacidade de aumentar a absorção de cálcio (previne as doenças ósseas) e de magnésio (atua na contração muscular) pelo organismo.

Benefícios dos Prebióticos:

Confira a seguir, outros benefícios dos prebióticos além de ser favorecer a multiplicação das bactérias benéficas ao organismo:

  • Ajudar na manutenção da flora intestinal
  • Estimular o crescimento das bifidobactérias (responsáveis por suprimir a atividade de bactérias putrefativas, ou seja, que podem formar substâncias tóxicas)
  • Facilitar o trânsito intestinal
  • Contribuir com a consistência normal das fezes (prevenindo a diarreia e a constipação)
  • Ajudar na absorção das substâncias necessárias ao organismo, fazendo com que seja eliminado o excesso de colesterol e glicose (açúcar)

Probióticos e Prebióticos – Quais os Benefícios ? Como é que eles nos Beneficiam ?

Probióticos e Prebióticos – Quais os Benefícios ? Como é que eles nos Beneficiam ?

Tem certeza que costuma incluir produtos com pré ou probióticos no seu carrinho de compras por saber que são benéficos para a saúde ?

Mas tem noção de que não são a mesma coisa nem atuam da mesma forma? Dizemos-lhe tudo o que deve saber sobre cada um deles para que possa fazer as melhores escolhas.

No mercado Brasileiro, já há uma grande oferta de alimentos denominados funcionais.

Estes alimentos que, para além das suas propriedades, beneficiam uma ou mais funções do organismo, melhorando a saúde ou reduzindo o risco de doença. Os alimentos que incluem ingredientes pré e probióticos são, sobretudo, iogurtes, bolachas, sumos, pães, refeições infantis ou leites.

Para além destas qualidades, não têm contraindicações, pelo que podem ser tomados em qualquer momento da vida. Mas cada um atua de forma diferente na promoção da nossa saúde. A principal diferença é que os alimentos probióticos devem os seus efeitos saudáveis aos microorganismos vivos que contêm, enquanto que nos prebióticos os benefícios advêm da presença de uma fibra que favorece, in situ, o desenvolvimento de uma flora intestinal benéfica.

Tome-os regularmente

No que diz respeito às quantidades recomendadas de pré e probióticos é difícil generalizar. É dever das marcas que os comercializam indicá-las. Mas, por exemplo, para que os efeitos favoráveis dos probióticos sejam apreciáveis e duradouros, é necessário ingerir estas bactérias de forma regular e continuada, já que se limitam a passar pelo trato intestinal sem chegar a fazer parte da flora intestinal. Para além disso, depois de se deixar de ingerir o produto, o seu efeito vai desaparecendo progressivamente.

A chave é a fibra

Os prebióticos são ingredientes não digeríveis (fibra) dos alimentos que afetam beneficamente o organismo através de um estímulo seletivo do crescimento e/ou atividade de uma ou de um grupo limitado de bactérias no cólon. Entre os prebióticos há diferentes tipos de fibra, nomeadamente a solúvel e os oligossacarídeos não digeríveis como, por exemplo, a inulina ou os fruto-oligossacarídeos (FOS) que se acrescentam a produtos como leite, iogurtes, pudins, bolachas ou margarinas.

Estes compostos servem de substrato às bactérias que colonizam o intestino grosso, que fabricam ácido lático e ácidos gordos de cadeia curta, os quais, por sua vez, estimulam o crescimento das bifidobactérias, equilibrando a flora intestinal. Por outro lado, também diminuem o pH (acidez), inibindo assim o crescimento de inúmeras bactérias patogénicas como a clostridium e coliformes, com o que nos protegem de determinadas doenças.

Alimentos prebióticos

Os prebióticos são hidratos de carbono presentes naturalmente em vegetais como a chicória, o alho, a cebola, o
alho-francês, os espargos, as alcachofras, o tomate, as bananas. Mas também se acrescentam a outro tipo de produtos como pães, bolachas, cereais, sumos ou laticínios. É o caso da inulina que se extrai da raiz da chicória.

Vantagens dos prebióticos

– Estimulam a produção da flora bacteriana, favorecendo a saúde intestinal e o seu correto funcionamento.

– Promovem uma evacuação intestinal regular.

– Contribuem consideravelmente para a redução do risco de doenças cardiovasculares e diabéticas, já que regulam os níveis de colesterol e triglicéridos no sangue.

– Ajudam a evitar o inchaço abdominal, causado pela prisão de ventre e pelo excesso de gases.

– Acidificam o pH intestinal que impede a proliferação de microorganismos patogénicos.

– Protegem o organismo de possíveis infeções, já que estimulam o sistema imunitário intestinal.

Os microorganismos bons

Por seu lado, os probióticos são os alimentos que contêm microorganismos vivos que, ao serem ingeridos em quantidades suficientes, exercem um efeito positivo na saúde que vai além dos efeitos nutricionais tradicionais.

Nesta denominação incluem-se, para além dos microorganismos do iogurte (lactobacillus bulgaricus e streptococcus thermophilus), os de outros leites fermentados de nova geração como as variantes com bifidobacterium lactis, l. casei, entre outros.

Convém lembrar que para que um alimento possa ser considerado probiótico, os seus microorganismos devem estar vivos e em quantidades suficientes, devem ser estáveis e viáveis até à caducidade do produto e devem oferecer benefícios para a saúde de quem os ingere.

Alimentos probióticos

Os principais probióticos são bactérias lácticas usadas tradicionalmente em fermentações alimentares, pertencentes aos géneros das bifidobactérias e dos lactobacilos. Encontram-se principalmente nos iogurtes e em bebidas com leite fermentado. Também podem ser adicionados a outro tipo de alimentos como a comida infantil, leite, sumos, iogurtes ou, inclusive, podem ser consumidos sob a forma de comprimidos (suplementos alimentares).

Vantagens dos probióticos

– Atenuam a intolerância à lactose.

– Têm efeitos preventivos e terapêuticos contra a diarreia.

– Atuam eficazmente contra a prisão de ventre e regulam o trânsito intestinal.

– Produzem substâncias antimicrobianas e impedem o desenvolvimento de patogénios alimentares.

– Podem atuar sobre os mecanismos naturais de defesa do organismo. Estimulam a atividade dos macrófagos (células do sistema imunitário) e favorecem a produção de anticorpos.

– Diminuem o risco de contrair cancro do cólon e outras doenças intestinais, como a doença de Chron e a colite ulcerosa.

– Favorecem a absorção de vitaminas K e do grupo B, bem como nutrientes e minerais, como cálcio, magnésio, zinco e ferro.

– Melhoram os sintomas da síndrome do intestino irritável.

– Influenciam positivamente o desenvolvimento do sistema imunitário do bebê.

Probióticos Contribuem para Quem quer Perder Peso Emagrecer, Revela Estudo.

Emagrecer já não é uma tarefa fácil, mas manter os quilos perdidos é uma meta ainda mais difícil. Segundo um estudo publicado noBritish Journal of Nutrition, a ingestão de probióticos contribuiu para que as mulheres pudessem alcançar essa meta.

Estudos anteriores já haviam constatado que a flora intestinal de indivíduos obesos é diferente da de pessoas magras. O motivo dessa diferença é que uma dieta rica em gordura e pobre em fibras promove o crescimento de certas bactérias em detrimento de outras. Os pesquisadores da Universidade de Laval, no Canadá, tentaram determinar se o consumo de probióticos ajudaria a repor o equilíbrio da microbiota intestinal em favor de bactérias que promovem uma perda de peso saudável.

Para testar a hipótese, eles recrutaram 125 homens e mulheres com sobrepeso. Os participantes foram submetidos a uma dieta de 12 semanas, seguida por um período de 12 semanas destinado à manutenção do peso corporal. Ao longo de todo o estudo, metade dos indivíduos tomou dois comprimidos diariamente com probióticos da família do Lactobacillus rhamnosus, enquanto a outra metade recebeu um placebo.

Após o período da dieta de 12 semanas, os cientistas observaram uma perda de peso média de 4,4 quilos nas mulheres que consumiram o probiótico e de 2,6 quilos no grupo feminino que tomou o placebo. No entanto, não foram observadas diferenças na perda de peso entre os homens dos dois grupos. “Não sabemos por que os probióticos não têm qualquer efeito sobre os homens. Pode ser uma questão de dosagem ou por o período do estudo ter sido muito curto”, afirma Angelo Tremblay, um dos autores.

No período de manutenção, o peso das mulheres do grupo placebo se manteve estável, mas o grupo das que tomaram probióticos continuou a perder peso – ao todo, a média de emagrecimento foi de 5,2 quilos por pessoa.

A pesquisa mostrou que as mulheres que consumiram probióticos perderam duas vezes mais peso durante as 24 semanas do estudo. Os pesquisadores também observaram uma queda no hormônio leptina, responsável por regular o apetite, neste grupo, bem como uma concentração inferior das bactérias intestinais relacionadas com a obesidade.

De acordo com Tremblay, os probióticos atuam alterando a permeabilidade da parede intestinal, impedindo que certas moléculas pró-inflamatórias entrem na corrente sanguínea.

Este estudo utilizou apenas uma cepa de Lactobacillus rhamnosus, mas Tremblay acredita que outros probióticos encontrados em produtos lácteos poderiam ter efeito similar. Ele ressalta, porém, que essas bactérias tendem a beneficiar mais pessoas que mantém uma alimentação saudável, com baixo teor de gordura e ingestão de fibras adequada.

Probióticos e Prebióticos Enchem seu Prato de Saúde.

Conheça os benefícios destes suplementos alimentares vivos.

Probióticos:
O termo próbiotico deriva do grego e significa “pró vida”, sendo o antônimo de antibiótico, que significa “contra a vida”.

O termo próbiotico é definido como “suplemento alimentar microbiano vivo, que afeta de forma benéfica seu receptor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal”.

Os probióticos são bactérias que produzem efeitos benéficos no hospedeiro, usados para prevenir e tratar doenças como promotores de crescimento e como imunoestimulantes.

Vários microorganismos são usados como probióticos, entre eles bactérias ácido-lácticas, não ácido-lácticas e leveduras.
As mais conhecidas bactérias que exercem as funções no organismo são as bifidobacterium e Lactobacillus, em especial Lactobacillus acidophillus.

Os probióticos exercem as seguintes funções no organismo:

– Aumentam, de maneira significativa, o valor nutritivo e terapêutico dos alimentos, pois ocorre um aumento dos níveis de vitaminas do complexo B e aminoácidos, absorção acrescida de cálcio e ferro;

– Fortalecem o sistema imunológico, através de uma maior produção de células protetoras;

– Possuem efeito funcional benéfico no organismo, equilibrando a flora intestinal, atuando no controle do colesterol e na redução do risco de câncer;

– Possuem uma particular importância para os indivíduos com intolerância à lactose, devido ao aumento de uma enzima que facilita a digestão da lactose.

Segundo estudos recentes, além destas funções, os probióticos também auxiliam no reforço do sistema imunológico, ajudando o organismo a criar defesas contra bactérias e microorganismos indesejáveis.

Além das propriedades mencionadas, os probióticos devem ser inócuos, manter-se vivas por longo tempo durante a estocagem e transporte, tolerar o baixo ph do suco gástrico e resistir à ação da bile e das secreções pancreáticas e intestinais; não transportar genes transmissores de resistência a antibióticos e possuir propriedades anti-mutagênicas e anticarcinogênicas, assim como resistir a fagos e ao oxigênio.

Os probióticos normalmente têm pouco tempo de duração e, por isso mesmo, devem ser mantidos bem refrigerados. Ao serem ingeridos através dos alimentos, vão para o intestino e ali se somam à flora já existente, sem se fixarem, equilibrando-a e, com isso auxiliando no trabalho de absorção dos nutrientes.

Os próbioticos podem ser componentes de alimentos industrializados presentes no mercado, como leites fermentados, iogurte ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.

Os leites fermentados são os principais exemplos de fonte de probioticos. Mas, é preciso manter uma espécie de ritual de ingestão diária destas substâncias para que os efeitos desejados se comprovem.

Prebióticos:
O termo prebiótico e utilizado, à diferença de probiótico, para designar ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam o hospedeiro por estimular seletivamente o crescimento e/ou a atividade de uma ou um número limitado de espécies bacterianas no cólon.

Os alimentos prebióticos são fibras alimentares, ou seja, carboidratos não digeríveis pelo nosso corpo, possuindo desta forma uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas.

Os prebióticos apresentam as seguintes funções:

– Ajudam na manutenção da flora intestinal;

– Estimulam a motilidade intestinal (transito intestinal);

– Contribuem com a consistência normal das fezes, prevenindo assim a diarréia e a constipação intestinal por alterarem a microflora colonica, propiciando uma microflora saudável;

– Colaboram para que somente sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias, eliminando assim o excesso de glicose (açúcar) e colesterol, favorecendo, então, a diminuição do colesterol e triglicérides totais no sangue;

– Possuem efeito bifidogenico, isto é, estimulam o crescimento das bifidobacterias. Essas bactérias suprimem a atividade de outras bactérias que são putrefativas que podem formar substancias tóxicas. Exemplos de prebióticos são: frutoologosacarídeos (FOS) e a inulina.

Os FOS são obtidos a partir da hidrólise da inulina. Os frutoologosacarídeos estão presentes nos alimentos de origem vegetal, como cebola, alho, tomate, banana, cevada, aveia, trigo, mel e cerveja.

A inulina é um polímero de glicose extraído principalmente da raiz da chicória, sendo encontrada também no alho, cebola, aspargos e alcachofra.

A inulina extraída da chicória é produzida comercialmente e pode ser consumida por diabéticos como substituta do açúcar por conter de 1 a 2kcal/g.

Os prebióticos e probióticos têm funções e o consumo destes alimentos deve ser estimulado. Os dois podem ser encontrados em alimentos e também em suplementos.

Probióticos Ajudam a Emagrecer e Controlar a Ansiedade Você Sabia?

Essas bactérias do bem protegem o intestino e reforçam a imunidade. Resultado: pele lisa e até quilinhos a menos. A mais nova descoberta é que os probióticos também deixam você calminha e calminho!

Bactérias vivas e batalhadoras (elas resistem ao processo de digestão e chegam intactas ao intestino), que só fazem bem à nossa saúde. Assim são os probióticos, que, você sabe, ajudam a combater os microrganismos inimigos, aqueles relacionados à produção excessiva de gases, prisão de ventre e à má absorção de nutrientes. O exército aliado faz mais ainda: “Associado a uma dieta saudável, rica em fibras e adequada em água, ele auxilia na produção de células protetoras e, com isso, fortalece as nossas defesas”, afirma a nutróloga Ana Luiza Vilela, de São Paulo. Essa tropa, presente principalmente em iogurtes, leites fermentados e em alguns queijos, também reduz o risco de obesidade e, segundo estudos científicos atuais, acelera a cicatrização da pele, além de prevenir doenças emocionais, como a ansiedade. Descubra aqui como ela entra em ação para promover esses e outros benefícios.

Ansiosa, ansioso? Desconte nos probióticos! O consumo regular das bactérias Bifidobacterium e Lactobacillus, as espécies mais comuns nos alimentos fermentados, foi associado a uma redução nos episódios de emoções negativas. Em um dos estudos mais atuais sobre o assunto, publicado na revista científica americana Psychiatry Research, os participantes com personalidade instável se mostraram menos tensos após seguirem uma dieta farta nesses microrganismos. Isso revela que a microbiota (nome atual para a flora intestinal) tem participação na comunicação entre o intestino e o sistema nervoso central. Quando há algum tipo de problema nesse diálogo, as informações transmitidas ao cérebro pela serotonina (95% desse neurotransmissor do bemestar são produzidos no intestino, lembra?) chegam de maneira distorcida. Os sintomas são impaciência e inquietação.

Boca livre
Pode aposentar a balinha de hortelã! Os probióticos diminuem o mau hálito, além de reduzir a incidência de cárie e gengivite, segundo um estudo da Universidade Internacional da Catalunha, na Espanha, publicado no periódico inglês Archives of Oral Biology. As bactérias espantam ainda o fungo Candida albicans, que causa a candidíase oral – o famoso sapinho.

Tchau Tchau Gordurinhas
Sua preocupação é com a balança? Os bichinhos do bem reduzem os processos inflamatórios nas células de gordura, o que favorece a perda de peso. O tipo gasseri (lacbobacilo isolado do leite materno) se mostrou promissor especialmente na redução da gordura visceral. Ainda são necessários mais estudos com esse probiótico. Porém, sabe-se que ele melhora o ambiente do intestino e diminui a gordura entre os órgãos, explica o gastroenterologista Thiago Szelgo, de São Paulo.

Beleza Protegida
Dá para sentir na pele os efeitos positivos dos microrganismos do bem. Eles criam uma barreira contra os agentes inflamatórios que favorecem o aparecimento de acne e rosácea (vermelhidão no rosto, principalmente nas bochechas). “Os probióticos são ainda capazes de melhorar a hidratação e a elasticidade da pele, segundo um estudo japonês, de 2014. Com isso, essas bactérias aliadas previnem rugas e flacidez”, comenta a dermatologista Isabela Buanain, de São Paulo. No último Congresso Internacional de Nutrição Funcional, a nutricionista Eliane Tagliari, de Curitiba, especializada em nutrição estética, destacou outras ações benéficas na pele reveladas em estudos científicos recentes: Além de agir como fotoprotetores e, com isso, diminuir o stress provocado pela radiação UV, os probióticos são fundamentais para uma boa cicatrização da pele. Essa é uma ótima dica para quem estiver com uma cirurgia agendada.

Melhora das Alergias
O probiótico L. casei (encontrado em alguns leites fermentados) foi associado ao atraso de sintomas alérgicos, como a sinusite. Mas qualquer espécie, quando em bom número, defende o organismo de diferentes tipos de infecção, além de manter o resfriado à distância. Isso porque eles disputam o território com os agentes alergênicos e quase sempre ganham a batalha. As bactérias do bem ainda expulsam as toxinas e aumentam a absorção de vitaminas e minerais.

Xixi sem Dor
Longe do Candida albicans, você se livra de outro incômodo, a candidíase vaginal. Os microrganismos causadores de infecções urinárias e vaginoses (que ocorre quando há desequilíbrio da flora vaginal) também perdem espaço. Isso graças à imunidade promovida pelos probióticos.

Vai Uma Cápsula Aí?
Stress, excesso de açúcar, gorduras e remédios enfraquecem o exército de bactérias boas no intestino. Por isso, dependendo da sua alimentação e do seu ritmo de vida, os probióticos na forma de suplementos (à venda em cápsula e pó) são muito bem-vindos. Mas evite comprar esse tipo de produto sem orientação de um médico ou nutricionista. Além de existirem muitas espécies capazes de proteger o intestino, a concentração adequada é específica para cada paciente.
Detalhe: como as bactérias probióticas não sobrevivem por muito tempo no nosso organismo, elas devem ser consumidas com frequência – seja na forma de suplemento ou alimentos.

Como os Probióticos e Prebióticos Ajudam Você a Viver Melhor

Manter o bom funcionamento do intestino é um passo importante para garantir a saúde do corpo como um todo. Um intestino saudável facilita a perda de peso, aumenta a imunidade e reduz o número de infecções.  E para auxiliar nessas funções intestinais é que devemos ingerir alimentos ricos em probióticos e prebióticos. Mas o que são e onde encontrá-los?

Os probióticos são micro-organismos vivos que estimulam a proliferação de bactérias benéficas, reforçando os mecanismos naturais de defesa do organismo. Os Lactobacillus eBifidobacterium são as bactérias mais conhecidas com a função de probióticos, que podem ser inclusos em medicamentos, suplementos dietéticos e alimentos derivados do leite.

Já os prebióticos são alimentos que não sofrem digestão, pois sua configuração molecular é resistente à ação das enzimas digestivas e servem para nutrir os micro-organismos que povoam o intestino dos seres humanos, favorecendo a multiplicação de bactérias benéficas. Entre os principais, há o fruto-oligossacarídeos – FOS e a inulina, ambos encontrados em alimentos de origem vegetal.

Entre os benefícios dos probióticos e prebióticos, o controle da microbiota intestinal, diminuição da população de bactérias maléficas no nosso organismo, melhora da digestão da lactose, aumento da absorção de minerais e vitaminas, diminuição do risco de câncer colorretal, redução da atividade ulcerativa da H.pylori, entre outros.

“Estudos recentes apontam a importância de utilizar os pre e probióticos em pacientes críticos, pois estes estão mais susceptíveis a infecções. Na maioria dos casos, eles acabam ficando um período em jejum e desenvolvem uma flora com bactérias maléficas, que utilizam as paredes intestinais para migrarem para a corrente sanguínea, por exemplo”, explica a nutricionista. E complementa que os pre e probióticos garantem a manutenção da flora intestinal saudável, auxiliando na melhora da imunidade e na redução das infecções e das diarreias agudas causadas pelo uso contínuo de antimicrobianos.

Inclua 1 Cápsula de Probiótico na Sua Dieta e Emagreça até 6 Kilos em 2 Semanas

Os japoneses são exemplos a serem seguidos, pois enquanto o resto da população mundial aumenta consideravelmente o seu IMC (Índice de Massa Corporal), o do Japão se mantém o mesmo há 30 anos, não saindo da casa dos 22. Acreditava-se que esse fato se devia ao alto consumo de peixes, mas cientistas descobriram que ele acontece pela alimentação japonesa ser rica em probióticos, respondendo por 40% da demanda de todo o planeta. Por isso, a dieta dos probióticos está ganhando cada vez mais seguidores no mundo inteiro. Conheça-a e chegue ao peso desejado com muita saúde.

O Que São os Probióticos

O excesso de açúcar e de gordura, além do estresse do cotidiano e do baixo consumo de fibras, leva à degradação da flora intestinal, que causa infecção no intestino e, consequentemente, ao ganho de peso, já que as toxinas e as gorduras não podem ser propriamente digeridas. Fora isso, algumas “bactérias do mal” encontradas no intestino retiram calorias extras dos alimentos, dobrando o acúmulo de gordura.

Portanto, as “bactérias do bem”, também conhecidas como lactobacilos e bifidobactérias, presentes nos probióticos, combatem esse distúrbio, pois possuem ação antibacteriana e antimicrobiana, reduzindo o número de microorganismos indesejáveis e colaborando para a imunidade.

A melhor forma de consumir os probióticos é através de iogurtes ou de leites fermentados naturais ou industrializados, contanto que contenham em sua embalagem a descrição “Probiótico”.

Por Que os Probióticos Emagrecem?

Os probióticos emagrecem porque regulam o intestino, fazendo com que ele dispense as toxinas e as gorduras encontradas nos alimentos. Sendo assim, fazem uma verdadeira faxina intestinal.

Quantos Quilos Posso Perder?

Com um cardápio de até 1200 calorias e com 1 unidade do probiótico PB8 por dia, é possível secar até 6 quilos em apenas 2 semanas, e com muita saúde. A quantidade indicada de probióticos diária indicada é de 14 Bilhões de Bactérias. Desse modo, fique atenta às embalagens dos produtos.
Nós somos um dos únicos no Brasil que temos esse Probiótico PB8 com 14 Bilhões de Bactérias.

Benefícios dos Probióticos para a Saúde

Além de te ajudar a ficar de bem com a balança, os probióticos serão ótimos amigos da sua saúde. Veja os seus principais benefícios:

  • Maior resistência gastrointestinal contra agentes patológicos
  • Alívio da constipação
  • Melhora da absorção de minerais e de vitaminas
  • Controle da flora intestinal
  • Estabiliza a flora intestinal depois da ingestão de antibióticos
  • Estimula o sistema imunológico
  • Contribui para a digestão da lactose em pessoas que sofrem de intolerância ao elemento

Cardápio da Dieta dos Probióticos

Para emagrecer com a dieta dos probióticos, siga o cardápio abaixo por até 60 dias. Os alimentos podem ser trocados, contanto que contenham a mesma quantidade de calorias.

Café da Manhã:

1ª Opção: 1 fatia de pão integral light, 1 colher de sopa de queijo cottage e 200 ml de suco de soja sem sabor batido com ¼ de papaia.
2ª Opção: 1 banana com 1 colher de sopa de aveia e 1 colher de chá de mel e 1 xícara de chá de café com leite com adoçante ou puro.
3ª Opção: 1 torrada integral com ricota e 180 ml de suco de mamão com acerola com adoçante.

Lanche da Manhã:

1ª Opção: 2 copinhos de leite fermentado: Yakult, Chamyto, Batavito ou Vigor Club.
Opção: 1 iogurte com frutas vermelhas.
Opção: 2 damascos, 3 ameixas e 150 ml de suco de uva em pó light.

Almoço:

1ª Opção: Salada de alface com 1 colher de sopa de cenoura ralada, 1 colher de sopa de beterraba ralada e 3 folhas de endívia, 1 filé de peixe assado e 2 colheres de sopa de batata sautée.
Opção: 1 prato de sobremesa de salada de agrião, tomate e abacaxi em cubos, 2 colheres de sopa de arroz com brócolis e 1 filé de frango temperado com mel e gengibre.
Opção: 1 prato de sobremesa de salada de alface, rúcula e nozes moídas, 1 filé de truta ao molho de ervas e 4 colheres de sopa de purê de maçã verde.

Café da Tarde:

1ª Opção: 1 taça de 150 ml de salada de frutas.
Opção: 250 ml de leite de soja light.

Opção: Mingau de aveia feito com 180 ml de leite, 2 colheres de sopa de aveia e 1 colher de sobremesa de mel.

Jantar:

1ª Opção: 1 filé de frango ao molho de tomate com manjericão, 4 colheres de sopa de berinjela refogada e 1 taça de gelatina diet.
Opção: 1 prato de sobremesa de salada de cottage com sardinha, cebola, tomate e orégano e 200 ml de sopa de feijão batido.
Opção: 1 prato de sobremesa de salada de alface, pepino e 2 colheres de sopa de palmito e ½ abobrinha recheada com carne moída de soja e 1 colher de sobremesa de parmesão para gratinar.